A Rádio Expedição CoMMúsica ampliou sua programação para alcançar mais ouvintes, fortalecer vínculos musicais e dar mais visibilidade às bandas independentes. A inclusão de grandes sucessos do rock, MPB e outros gêneros cria pontes emocionais essenciais para atrair público — e, assim, apresentar novos artistas autorais. Diante do baixo engajamento de muitas bandas independentes com as próprias divulgações, a rádio passa a adotar novos critérios de participação nas playlists espaciais: seguir o perfil e comentar no próprio post no site. A mudança não rompe com o underground; ao contrário, fortalece a cena e torna a rádio ainda mais capaz de apoiar quem faz música de verdade.

Ao longo dos últimos anos, a Rádio Expedição CoMMúsica construiu sua identidade valorizando a música independente, a produção autoral e o universo underground. Essa missão permanece viva. Porém, entendemos que, para seguir crescendo, dialogando com mais pessoas e fortalecendo verdadeiramente a cena musical, era necessário expandir nossa programação.

Essa mudança não representa um abandono da proposta original, mas sim uma evolução estratégica — e afetiva — construída a partir de observações, práticas e desafios que enfrentamos diariamente. A seguir, explicamos os principais motivos que nos levaram a ampliar nossa grade:

1. Precisamos alcançar mais ouvintes

Quando apresentamos apenas músicas muito pouco conhecidas, ou que ainda não despertam vínculos emocionais imediatos, parte do público tem dificuldade de se conectar. A fruição musical envolve memória, repetição e afeto: quando tudo é novo, tudo soa distante.

Para que mais pessoas cheguem até nós — e, consequentemente, conheçam novos artistas — também precisamos oferecer sons que já fazem parte do imaginário coletivo.

2. A conexão emocional nasce quando o público reconhece o som

Clássicos do rock, da MPB e de outros gêneros têm o poder de atravessar gerações. Ao incluí-los na programação, criamos pontes: primeiro aproximamos o ouvinte, depois mostramos novas bandas, novas ideias, novos caminhos musicais. É assim que se forma um território fértil para o novo florescer.

A música independente ganha força quando caminha ao lado de referências já amadas pelo público.

3. A falta de apoio das bandas independentes às rádios independentes

Embora trabalhemos diariamente para divulgar artistas autorais, a realidade é que grande parte das bandas independentes ainda não reconhece a importância das rádios web — um dos poucos espaços que realmente abrem portas sem cobrar, sem travas e sem burocracia.

Muitas bandas não seguem os perfis das rádios, não compartilham seus próprios programas e, em alguns casos, sequer interagem com quem as promove. Sem parceria, não há crescimento mútuo.

4. As playlists espaciais continuam independentes — mas com novos critérios

As playlists temáticas da Rádio Expedição CoMMúsica seguem apresentando músicas novas, bandas autorais e compositores independentes. Continuaremos abrindo espaço, como sempre fizemos.

Porém, diante da ausência de retorno por parte de muitos projetos musicais, adotaremos um novo critério:
para participar das playlists, a banda ou artista deverá seguir o perfil da rádio e deixar um comentário no próprio post de sua publicação no site.

Não exigimos nada além de reconhecimento e reciprocidade. A cena independente só existe quando existe troca.

Uma rádio maior para uma comunidade mais forte

Nossa expansão não é uma ruptura, mas uma construção. Ao inserir grandes sucessos na programação, ampliamos nossa audiência — e é justamente essa audiência maior que permitirá que mais artistas independentes sejam ouvidos.

Continuaremos investindo em conteúdo autoral, playlists espaciais, programas dedicados a novas descobertas e uma curadoria que respeita cada artista que passa pela Expedição. A diferença é que agora fazemos isso com mais alcance, mais força e mais consciência das necessidades reais da cena.

A Rádio Expedição CoMMúsica segue sendo um farol para a música independente — agora iluminando um território ainda maior.

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